quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Curaprox cria posto de coleta para escova dental em parceria com Shopping Cidade Jardim e ONG

Foto: Divulgação
Em uma iniciativa do cirurgião dentista Dr. Maurício Querido, fundador da ONG Amigo da Vez, a Curaprox criou, em parceria com o Shopping Cidade Jardim e com o Family Talent Show, um posto de coleta para escovas dentais e tubos de pasta de dente no shopping. “Estima-se que, no mundo, cada habitante consuma, em escovas dentais e tubos de pasta de dente, durante a vida, o equivalente a 5kg de plástico. É muita escova. 

Então, a ação é muito mais de conscientização. Será possível descartar qualquer marca de escova de dente e tubo de creme dental, não só Curaprox. Esse material descartado será transformado em obras de arte pelas mãos de artistas plásticos”, afirma o Dr. Hugo Lewgoy, cirurgião dentista, mestre e doutor em Odontologia pela USP e diretor científico da Curaprox.

A ação teve início no último dia dois e a caixa coletora ficará até o final de outubro no Shopping Cidade Jardim. “Com relação aos excedentes ou às escovas que não forem usadas pelo artista, a ideia é destinar para construção de casas de baixa renda, como se fosse um madeirite, mas feito com placas prensadas com o material reciclado (escovas e tubos de pasta de dente). Enfim, essa é outra destinação que pode ser dada para esses produtos”, diz o diretor.

Fonte: Os produtos CURAPROX refletem décadas de pesquisas, um conhecimento profundo sobre higiene oral e o trabalho em cooperação com as principais lideranças profissionais da Odontologia mundial. Estes produtos traduzem-se em benefícios abrangentes com alta qualidade e sofisticação para garantir a prevenção das doenças orais de forma totalmente eficiente e sem machucar as gengivas. www.curaprox.com.br

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Exposição sensorial oferece experiência imersiva no universo da água

A Unibes Cultural oferece entre os meses de setembro e dezembro de 2019 a exposição O Ser Humano e a Água. Por meio de uma experiência sensorial imersiva e lúdica, a instalação visa transcender o debate sobre o tema e trazer novas reflexões propondo hábitos de consumo mais sustentáveis e alertando o público sobre a quantidade que se gasta na produção de bens de consumo, além dos diferentes impactos ambientais causados pelo comportamento humano

A exposição integra 7 ambientes interativos e instagrameáveis construídos por artistas convidados, começando pelo Túnel Sensorial – Estados da Água, que mostra os estados físicos da água - sólido, líquido e gasoso – seguido pelo cenário Quanta Água? que apresenta uma experiencia tecnologia e interativa sobre a quantidade de água que cada participante tem no corpo.

O espaço Somos Água traz uma reflexão em relação à quantidade de água presente no planeta e no ser humano enquanto que na quarta parte da exposição, o ambiente interativo Matemática da Água convida o público a entender os diversos usos da água pelo ser humano, desde as mais básicas e vinculadas à sobrevivência, até a produção de bens de consumo e seu uso industrial.

O quinto cenário, Da Natureza Para a Sua Casa, tem por finalidade demonstrar o processo desde a origem do recurso hídrico até seu consumo nos lares brasileiros. Posteriormente a Sala das Águas, mostrará o dano causado aos oceanos e o papel dos cidadãos para ajudar o meio ambiente por meio de uma projeção surpreendente

Ao final está a Sala da Cachoeira, onde o visitante atravessará uma cachoeira de lixo e que tem o objetivo de chamar a atenção sobre a quantidade de resíduos que produzimos.

"O percurso inteiro tem como objetivo levantar uma problemática e impactar, educar e conscientizar o público de que somos capazes de transformar a atual situação do meio ambiente", afirma a curadora da exposição, Patrícia Egel Secco.

Os artistas de cada espaço são: Mauriomar Cid (Túnel Sensorial: Estados da Água), Mário Di Poi (Quanta Água?), Vinicius Leite e Bruna Secco (Somos Água), Ricardo Palmieri (Matemática da água), Carolina Barbosa e Juliana Nersessian (Da Natureza Para a Sua Casa), Bárbara Tércia (Sala das Águas) e Graziela Pinto (Sala da Cachoeira).

Para mais informações, visite o site da Unibes Cultural: unibescultural.org.br/

Serviço
Data: Começou em 13 de setembro e vai até 22 de dezembro
Horário: Das 10h30 às 18h30
Local: Unibes Cultural
Ingresso: R$20 e R$10 (meia entrada)




Fonte: LVBA Comunicação


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Festival Sustenta discute inovação, tecnologias e novos hábitos que impactam o planeta de forma sustentável

Em meio a um cenário de alertas em relação ao clima e aos destinos do planeta, o Festival Sustenta, a ser realizado nos dias 12 e 13 de outubro na Fazenda Engenho d’Água, em Ilhabela (SP), vem se somar às iniciativas que contribuem para o diálogo e para a conscientização a respeito de atitudes positivas, no âmbito individual e empresarial, visando uma vida mais sustentável. O evento irá tratar de temas como empreendedorismo, economias circular e compartilhada, energias renováveis, alimentação inteligente, cidades autossuficientes, estilo de vida saudável e bem-estar. Além de palestras, estão previstas atividades como práticas corporais, shows, concertos meditativos, oficinas infantis, cinema ao ar livre e uma praça de alimentação vegetariana.

Entre os palestrantes convidados está Márcia De Luca, estudiosa de yoga e meditação, que falará sobre como a medicina ayurvédica pode contribuir na prevenção de doenças, nos aspectos individual e coletivo. O executivo de experiência de marca da 99 Taxi, Cleber Paradela, abordará a economia compartilhada e seu impacto nos meios de transporte, e o psicólogo Gabriel Lima vai palestrar sobre “educação transformadora com a natureza”. Já o cocriador do Festival Path, Fabio Seixas, estará ao lado de convidados nos painéis sobre “empreendedorismo sustentável” e sobre “a importância de produzir conteúdo com histórias reais para divulgar seu negócio”. Ricardo Cury, da ABRA, falará sobre como superar desafios por meio do autoconhecimento e conduzirá uma meditação, e Silvia Corbucci irá palestrar sobre a Cozinha Efêmera, um projeto de conscientização e educação alimentar.

Um dos patrocinadores do Festival Sustenta, o Templo Do Ser (www.templodoser.com.br), espaço para retiros e bem-estar em Ilhabela, estará com um palco repleto de atividades, como o show de mantras com a JaiGuruBand, concerto meditativo com Filipe Sucupira, a apresentação Cantos de Reza com Alan Gonçalves e Lucia Spivak, definida como uma viagem musical em busca de autoconhecimento, além de um set musical com o deejay local Julio Bittencourt.

Outras atrações compõem o evento, como a tenda com massagens e terapias alternativas oferecidas por profissionais de Ilhabela, exposição de fotos e de quadros, festa matinal Wake, que começa às 8h com yoga seguida de pista de dança com deejay, música ao vivo, performances, pinturas faciais, massagem e um café da manhã saudável, e também uma feira com artesões das comunidades tradicionais de Ilhabela Castelhanos e Ilha Vitória. Para as crianças, haverá uma programação diversificada de oficinas destinadas a criar desde cedo uma consciência ambiental, com temas como bioconstrução, agrofloresta, compostagem, descarte de resíduos e horta comunitária, atividades com a escola itinerante de autoconhecimento e reintegração a natureza Amarú, e oficinas e observação de pássaros com o Projeto Cambaquara (confira a programação completa do evento em www.festivalsustenta.com.br).

O festival é a evolução do Movimento Sustenta, idealizado e desenvolvido pela publicitária Cris Heimpel, que, em oito edições, teve um caráter de movimento colaborativo. “O formato era de feira livre, zero lixo e pet friendly, que movimentava os produtores e artesãos da região, músicos e artistas unidos pela consciência, amor e respeito à natureza. Além de promover os negócios locais, a principal função sempre foi a de disseminar informações sobre como contribuir de forma sustentável”, relata Cris. Este ano, o movimento passou a contar com a participação societária do empresário Marcio Franco, que destaca que “o objetivo do evento é conscientizar as pessoas de como suas ações impactam na vida dos outros e do planeta”, e da publicitária Karla Munaro, que explica que “o Festival Sustenta é ainda uma grande oportunidade para as marcas mostrarem as inovações e tecnologias sustentáveis que estão implementando em suas empresas”.
O evento conta com o apoio da prefeitura de Ilhabela e das secretarias de Turismo, do Meio Ambiente e da Cultura, assim como com a participação de institutos e ONGs como Argonautas, Sea Sheperd Brasil, Viva Baleias Golfinhos e Cia, Flow Sustentável e Projeto Aves Amar.

Serviço
Festival Sustenta
Data: 12 e 13 de outubro
Horários: sábado (12/10) das 9h às 22h e domingo (13/10) das 8h às 19h
Local: Fazenda Engenho d’Água – Ilhabela/SP
Evento gratuito
Facebook: https://www.facebook.com/sustentailha
Instagram: https://www.instagram.com/festivalsustenta
Site: www.festivalsustenta.com.br

MRV plantou mais de 5,6 mil árvores no Paraná em 2019

De janeiro a julho deste ano, a MRV, maior construtora da América Latina, plantou 119.775 mudas de árvore nas 160 cidades brasileiras em que atua. A somatória dos primeiros sete meses equivale a quase a totalidade de árvores plantadas em 2018, quando foram plantadas 137.044 mudas. Somente no Paraná, foram 5.618 árvores plantadas pela construtora este ano.

A empresa também divulgou no fim do primeiro semestre deste ano a “Visão 2030 MRV”, relatório inédito que relata as ações já realizadas e o novo plano de ações para atingir os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) apresentados pela ONU na próxima década. Prestes a completar 40 anos, a MRV tem como diretrizes as responsabilidades socioambientais e a melhoria da infraestrutura na vizinhança de suas obras. Os plantios de árvores, realizados desde 2010, fazem parte de uma série de ações com esses objetivos. Nesses nove anos, 1.403.347 mudas foram semeadas, sempre com o cuidado de privilegiar as espécies nativas adequadas ao clima e solo das cidades onde ocorrem os plantios.




Via assessoria MRV Comunicação


sábado, 21 de setembro de 2019

Projeto Prati-Sustentável orienta estudantes sobre cultivo e propagação de mudas

Crédito: Foto/Jéssica Dona
Um grupo de 100 alunos, do 4º ano da escola municipal Engenheiro Waldyr Luiz Becker, acompanhou na prática como é feito o cultivo e a propagação de mudas, durante uma visita na estufa do Florir Toledo. A ação foi desenvolvida pelo Projeto Prati-Sustentável, desenvolvido pela Prati-Donaduzzi, na terça-feira (17).

Durante a visita, conheceram as estufas, observaram o sistema de irrigação e entenderam sobre nutrientes necessários de cada espécie. No final, levaram mudinhas para casa.
Conhecer o passo a passo do cultivo foi uma ação preparatória para a próxima atividade do Prati-Sustentável. Em outubro, as crianças vão plantar mudas de árvore em uma área de reflorestamento, em Toledo.

Segundo a técnica ambiental da Prati-Donaduzzi, Faneza de Oliveria, o Florir Toledo é um local ideal para realizar as atividades e para as crianças conhecerem sobre as plantas. “Eles acompanharam na prática como são produzidas as mudas e as espécies mais adequadas para cada região”, disse.
Atualmente, o espaço do Florir Toledo conta com aproximadamente 30 mil mudas divididas entre ornamentais, aromáticas e medicinais.

Cuidado com a natureza
“Para nós do Florir foi muito bacana receber os estudantes. Nossa equipe interagiu com as crianças e ensinou sobre o trabalho que fazemos aqui. Sem dúvidas, o projeto Prati-Sustentável é diferenciado, somos parceiros há tempo”, disse o coordenador do Florir Toledo, Oséias Soares dos Santos.

Acompanhando a ação, a professora Cirlei Elizabete Gozzi Moreira, destacou que a aula do dia foi diferente e de muito aprendizado. “O trabalho que o Prati-Sustentável faz com nossas crianças é magnífico. O meio ambiente precisa de cuidados e os alunos estão sendo capacitados para fazer isso”, enfatizou a professora.

“É importante cuidar da natureza, quanto mais árvores tivermos, melhor será para o planeta. Hoje aprendemos sobre os tipos de plantas, foi muito interessante. Adorei a aula de educação ambiental”, disse o estudante, Fernando da Silva, de 9 anos.





Via Assessoria de Imprensa Race Comunicação

Coca-Cola FEMSA Brasil promove mutirões de limpeza de rios e praias

Foto: Coca-Cola FEMSA Brasil/Divulgação
Em comemoração ao Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, que acontece sempre no terceiro sábado de setembro, a Coca-Cola FEMSA Brasil, maior engarrafadora do mundo em volume de vendas, promoverá quatro mutirões de limpeza nos estados do Paraná e São Paulo nos meses de setembro e outubro. As cidades de Curitiba, Maringá, Bauru e São Vicente reunirão mais de 600 voluntários para coletar toneladas de resíduo que foram despejados indevidamente no meio ambiente.

O foco dessas ações é a conservação de rios e praias, além de ser um programa de educação ambiental para a comunidade, sendo uma iniciativa que mobiliza milhares de pessoas do mundo inteiro em prol de um único objetivo.

As limpezas do Estado do Paraná e do interior de São Paulo terão a parceria da ONG internacional Ocean Conservancy, como também o apoio das prefeituras locais e outros parceiros. Já a limpeza de São Vicente, litoral paulista, contará com o apoio do Instituto Ecofaxina.


Foto: Coca-Cola FEMSA Brasil/Divulgação

"Promover mobilizações e iniciativas de engajamento como essas faz parte da nossa estratégia de sustentabilidade e da nossa missão de gerar valor econômico, ambiental e social em todos os lugares em que estamos presentes. É uma forma de colocar na prática o nosso compromisso por um mundo sem resíduos. Então, poder contar com parceiros experientes como a Ocean Conservancy e a Ecofaxina fortalece a iniciativa e a relevância junto à comunidade", explica a Gerente de Comunicação Externa e Sustentabilidade da Coca-Cola FEMSA Brasil, Wanessa Scabora.

Todo o material coletado pelos voluntários será catalogado, pesado e fotografado antes de seguir para o descarte adequado. Depois de compilados, os dados serão mandados para centros específicos que darão o fim correto aos resíduos.

Serviço

Curitiba - Paraná - 21/09 - Parque do Atuba
São Vicente - São Paulo - 21/09 - Parque Prainha
Bauru - São Paulo - 28/09 - Lagoa da Quinta da Bela Olinda
Maringá - Paraná - 05/10 - Córrego Mandacarú





Via Assessoria de Imprensa FSB

Mancha de poluição no Rio Tietê avança e atinge 163 km

Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica, lançado às vésperas do Dia do Tietê (22 de setembro), traz um alerta: o trecho morto do maior rio do estado alcançou a marca de 163 km em 2019, um aumento de 33,6% em relação ao ano anterior (122 km) e muito longe da menor mancha de poluição já registrada na série histórica do levantamento, de 71 km em 2014. Os dados são do relatório Observando o Tietê 2019 - O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê, divulgado pela Fundação na manhã desta quinta-feira (19).

O estudo indica que a condição ambiental do rio Tietê está imprópria para o uso, com a qualidade de água ruim ou péssima em 28,3% (os 163 km) da extensão monitorada, que totaliza 576 km -- de Salesópolis, na sua nascente, até a jusante da eclusa de Barra Bonita, na hidrovia Tietê-Paraná. O Tietê, maior rio paulista, corta o estado de São Paulo por 1.100 km, desde sua nascente até a foz no rio Paraná, no município de Itapura.

Nos demais 413 km monitorados (71,7%), o rio apresentou qualidade de água regular e boa, condição que permite o uso da água para abastecimento público, irrigação para produção de alimentos, pesca, atividades de lazer, turismo, navegação e geração de energia. Já o impacto positivo dos investimentos em coleta e tratamento de esgotos nos municípios da bacia ficam evidentes por meio da redução do trecho com condição de água péssima -- contido neste ciclo de monitoramento a 18 km, entre o Cebolão, no encontro dos rios Tietê e Pinheiros, até Barueri.

Os dados apresentados foram medidos em 99 pontos de coleta monitorados mensalmente, entre setembro de 2018 e agosto de 2019, por 84 grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Os pontos analisados estão distribuídos em 73 rios das bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba.

Segundo Malu Ribeiro, especialista em Água da SOS Mata Atlântica, a ampliação da mancha de poluição sobre o rio reflete os impactos da urbanização intensa, da falta de saneamento ambiental, da perda de cobertura florestal, da insuficiência de áreas protegidas e de fontes difusas de poluição, agravados por uma situação hidrológica crítica. Isso porque as chuvas deste período nas bacias do Alto e Médio Tietê registraram volumes 20% inferiores à média dos últimos 23 anos.

Ela explica que, em virtude do menor volume de chuvas, houve redução da carga de poluição difusa, proveniente de lixo e resíduos sólidos não coletados nos municípios, agrotóxicos, erosão e fuligem de veículos, entre outros. Porém, com menor volume e vazão, os reservatórios e rios também perderam a capacidade de diluir poluentes, resultando no agravamento das condições ambientais e na perda de qualidade da água. "Esse problema é um dos fatores que contribuiu para a piora nos índices de qualidade da água na região do Alto Tietê, no trecho da cabeceira, entre os municípios e Mogi e Suzano", diz.

Malu observa também que dois episódios atípicos, registrados nos meses de fevereiro e julho deste ano, após temporais que ocorreram na região metropolitana de São Paulo, também agravaram a condição ambiental do rio. "O grande volume de chuvas nesses episódios levou à abertura de barragens e a mudanças operativas no Sistema Alto Tietê, com exportação de enorme carga de poluição, de sedimentos e de toneladas de resíduos sólidos retidos nos reservatórios do Sistema para o Médio Tietê. Por conta disso, a prefeitura do município de Salto retirou mais de 40 toneladas de lixo do Parque Municipal de Lavras e do complexo turístico do Tietê, e ruas foram atingidas por espumas e lama contaminada", exemplifica.

"Rios e águas contaminadas são reflexo da ausência de instrumentos eficazes de planejamento, gestão e governança. Refletem a falta de saneamento ambiental, a ineficiência ou falência do modelo adotado, o subdesenvolvimento e o desrespeito aos direitos humanos", complementa a especialista.

Ela destaca também a urgência do aprimoramento de normas que tratam do enquadramento dos corpos d'água, estabelecendo metas progressivas de qualidade da água e excluindo os rios de classe 4 da legislação brasileira -- na prática, essa classe permite a existência de rios mortos, pois admite a existência de rios sem limites de diluição de poluentes.

Além disso, para ela é fundamental ampliar os serviços de saneamento básico e ambiental, e investir em serviços baseados na natureza, com a ampliação de áreas protegidas, de parques lineares e de várzeas, integrando essa "infraestrutura verde" à "infraestrutura cinza" (reservatórios e sistemas de recursos hídricos).

"Água Limpa para todos é uma grande causa da SOS Mata Atlântica e dos milhares de voluntários que realizam este levantamento. Agora, precisa ser também incluída na agenda de desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Por isso, continuaremos com o trabalho de monitoramento e a divulgação anual desses dados, nossa colaboração ao enorme desafio que é a recuperação do maior rio do estado", conclui.

Sobre o envolvimento dos voluntários nesta agenda, Romilda Roncatti, coordenadora do Observando os Rios, completa: "A metodologia do projeto permite agregar a percepção da sociedade aos parâmetros técnicos utilizados internacionalmente para medir a qualidade da água. Dessa forma, instrumentalizamos e empoderamos cidadãs e cidadãos para monitorar os rios no seu entorno, pois a poluição deles impacta diretamente a qualidade de vida e a comunidade, e também a propor o aprimoramento das políticas públicas e a gestão da água no país".

No dia 26 de setembro, a Fundação SOS Mata Atlântica realizará evento para debater com o governo do Estado de São Paulo, Sabesp, especialistas e população, estes dados, bem como as metas, ações propostas pelo governo e tecnologias para a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, os principais rios paulistas. Saiba mais.





Via Assessoria de Imprensa Fundação SOS Mata Atlântica